domingo, 1 de novembro de 2009

As antíteses da vida

Duas ações tão distintas - passar e ficar - revelam-se, no fundo, constâncias em nossas vidas.
É óbvio, ululante, mas também desafiador refletirmos em que circunstâncias fazemos uso dessas práticas.
Vejamos:
Quantas não são as vezes que queríamos eternizar um momento de extrema felicidade? Ou apagar determinada situação que, volta e meia, surge em na mente apenas para nos tirar o sossego?
Não há nada, nem ninguém que deixe de passar pelo crivos de nossas escolhas.
Isso fica com certeza, isso passa logo, logo, essa fica para todo o sempre, esse vai embora para não nunca mais voltar!

Somos todos seletivos e passíveis de seleção. Embora muitos não percebam mais essa obviedade e continuem insistindo nos mesmos erros ou nas mesmas pessoas erradas, na esperança de uma mudança vinda sabe-se lá de onde.
Mas, fortuitamente, na maioria dos casos, amadurecemos e não repetimos as velhas fórmulas. É assim que percebemos o próprio amadurecimento ou, na falta de auto-crítica, somos elogiados por essa postura.
O que não podemos - se queremos com afinco algo/alguém - é contemporaneizar.
Dizer que a vida é assim... Conformarmo-nos com os acontecimentos. Ou apenas pedirmos para que algo nunca mais se repita.
As mudanças são internas. Quem decide o que fica e o que passa somos nós.
Porque quem não reage fica no mesmo lugar e as oportunidades passam!
(Isso tudo só para começar!)

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